O estado, o ministério da Educação, “devia ter um contrato com todas as escolas”, defendeu o líder do PSD, Pedro Passos Coelho.
No final de uma visita ao Externato João Alberto Faria, em Arruda dos Vinhos, Passos Coelho afirmou que os contratos de associação das escolas privadas “devem ser extensíveis à escola pública”.
“Os contratos de associação, verdadeiramente, deviam ser extensíveis às escolas todas, o estado, na sua rede estatal, devia contratualizar com as escolas os meios, os objectivos, as metas, e depois cada escola devia poder mostrar que é capaz de os cumprir”, defendeu.
“Aquilo que às vezes se faz mais parece como castigo, para as escolas que não são da rede estatal, em bom rigor, era o que devia acontecer com as escolas todas”, adiantou.
Para o líder do PSD os cortes na educação “não podem ser cegos, nem preconceituosos”.
“Nós só vamos conseguir, nos próximos anos, vencer esta crise, que eu sei que vamos vencer com sucesso e fazer as reformas na educação, se tivermos confiança uns nos outros”, defendeu.
“Não é a olhar de soslaio uns para os outros, e a supor que, se não for o estado, toda a gente faz mal as contas e se aproveita. Até hoje, quem piores contas tem feito, é o estado, não são as escolas que se têm virado do avesso para conseguir desempenhar bem a sua missão”, apontou.
