Aumento do IVA no vinho “seria terrível” para o sector

O ministro da Agricultura, António Serrano, considerou “terrível” a proposta de aumento do IVA para 23%, no sector do Vinho.

Uma proposta defendida pelo coordenador do programa eleitoral do PSD, Eduardo Catroga, depois de este ter admitido que se enganou ao falar da cerveja sublinhando que é uma opinião pessoal, não vinculada ao PSD e ao programa eleitoral do partido.

“O aumento do IVA para 23% significaria uma machadada neste sector na área de produção, no mercado nacional, porque o IVA afectaria também o escoamento do vinho no nosso mercado”, explicou o ministro da agricultura em declarações à margem do Encontro Anual dos Produtores de Pêra Rocha.

O ministro sublinhou, contudo, que falava “mesmo no condicional, como tal não está plasmado em nada que eu tenha visto do programa do Partido Social Democrata”.

António Serrano considerou que tal “resulta muito das contradições, do lado do PSD, por várias pessoas falarem sobre a mesma matéria, uma vezes a dizerem umas coisas, outras a dizerem outras, e isso preocupa-nos todos nós porque ficamos sem saber exactamente o que é que o PSD defende”.

Na mesma linha, o ministro considerou “uma ideia terrível, acabar com o ministério da agricultura”.

“Felizmente houve uma evolução nessa questão, o programa que foi apresentado ontem, (domingo) não contempla isso, contempla a criação de um ministério com outra configuração, que no fundo junta a agricultura, o mar e o território, ainda não se percebe o que pretende como território, porque não é apenas agricultura é a parte do ordenamento do território, incluindo a componente urbana, mas já foi uma evolução positiva”, sublinhou.

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EDP investe com tecnologia anti-erosão marítima

A EDP – Distribuição anunciou investimentos de mais de um milhão de euros, só este ano, no concelho da Lourinhã, um dos concelhos mais afectados com o “apagão” de Dezembro de 2009.

Já, em 2010, foram investidos um milhão e 300 mil euros.

Numa reunião, na passada quarta-feira, em que participaram os onze presidentes de junta de freguesia do concelho da Lourinhã, para além do presidente da Câmara, foi explicado pelo director da EDP Distribuição que os novos equipamentos “vão resistir melhor à erosão do mar e começam a ser instalados a partir do próximo mês”.

“Estamos a construir infra-estruturas novas, quer de linhas de média tensão, aéreas, subterrâneas, quer inclusive dos postos de transformação”, afirmou Fernando Pais Rocha, Director da EDP-Distribuição Clientes Tejo.

“Dentro dos postes de transformação, nas zonas costeiras, vamos começar a equipar com uma tecnologia diferente, que suporta melhor a agressividade salina”, revelou.

“Todos os equipamentos em novos postos de transformação, ou na renovação dos mesmos, vamos utilizar equipamento adequado a essas condições mais agressivas”, garantiu.

O objectivo da Área Operacional de Caldas da Rainha da EDP é ir substituindo os equipamentos em “15 quilómetros a partir da linha do mar”, desde o concelho de Alcobaça, a norte, até Torres Vedras, a sul, começando pela Lourinhã.

No caso da Lourinhã, é intenção da EDP remodelar “quase na integra, todos os postos de transformação”.

“Estamos a receber os primeiros equipamentos, neste momento estão os projectos feitos, em Junho, Julho, portanto no segundo semestre deste ano, vamos começar a instalá-los naqueles postos em expansão que vão sofrer obviamente intervenção”, explicou.

O objectivo da EDP é renovar a rede de média tensão até final de 2012. Só este ano está previsto um investimento de mais de um milhão de euros, “dos quais cerca de metade já está realizado, e até ao final do ano contamos realizar mais cerca de 550 mil euros”.

Segundo Fernando Pais Rocha, estes níveis de investimentos vão manter-se até 2012, “altura em que contamos ter a nossa rede de média tensão estruturante completamente remodelada”.

Para José Manuel Custódio, presidente da Câmara da Lourinhã, o investimento já feito pela EDP “já produz uma melhoria significativa”.

“Foram feitos vários quilómetros de linha nova, já de uma matéria que é o alumínio com uma mistura que não é o cobre, que é um melhor transportador de energia, um fio condutor que não tem tantas quebras”, explicou o autarca que não se cansou de criticar, no passado, a EDP, na sequência do “apagão” de Dezembro de 2009.

Ao mesmo tempo a EDP fez um levantamento das necessidades em cada uma das onze juntas de freguesia e já resolveu boa parte das situações que lhe foram transmitidas pelos autarcas.

Pedro Margarido, presidente da Junta da Lourinhã, espera agora que a reunião da passada quarta-feira seja um ponto de arranque e com estas pessoas novas que estão à frente na região Oeste que sejam uma mais-valia para todo o concelho e que de futuro não haja tanta falta de energia”.

Na ocasião, foi revelado que, entre 2006 e 2010, foram investidos 6 milhões 279.302 euros no concelho da Lourinhã.

Os dirigentes sublinharam ainda que as avarias de iluminação pública podem ser comunicadas através da linha 800.911.911, de modo a haver uma rápida resolução, sendo que existe uma média de 58 comunicações por mês, de “focos isolados apagados”.

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12 postos de carregamento de veículos eléctricos na cidade e Santa Cruz

O concelho de Torres Vedras vai passar a disponibilizar doze postos de carregamento para viaturas eléctrica que ficarão distribuídos “pela cidade de Torres e praia de Santa Cruz”, revelou Carlos Miguel, presidente da Câmara, na abertura do Seminário Internacional de Mobilidade Eléctrica.

O autarca adiantou que está prevista a instalação de 58 postos de carregamento para veículos eléctricos “até 2013”.

Segundo o autarca, o primeiro conjunto de doze postos “não representa encargos para a autarquia, porque são através do programa MOBI.e, mas os restantes já terão alguns custos”, que não especificou.

Para Carlos Miguel trata-se de um esforço para “captar adeptos para a utilização do carro eléctrico na perspectiva de baixa de preço”, dos próximos veículos.

O autarca considera que neste investimento se coloca a questão de saber “quem veio primeiro se a galinha se o ovo?”.

Carlos Miguel defende a aposta na colocação dos dispositivos de forma “incentivar a adesão” das pessoas aos veículos eléctricos.

Em Torres Vedras estima-se que existam, pelo menos, oito viaturas eléctricas.

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